segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Marivaldo

Eu ouço Wando no meu carango. Ouço baixinho, meio que como um sussurro. O Wando é o cara, é ele que sabe das coisas. Tipo ídolo, saca? Eu acho que sou um cara bonito, como ele é. Eu tenho pinta. Tenho essas tais de feromonas. Quando eu passo, meu, as mulheres enlouquecem; me farejam como cadelas no cio. Eu sinto a calcinha delas ficando molhadas. É i-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e.
Não sei explicar como é que isso acontece, mas exerço um certo fascínio, promovo essa uma química. Eu sinto que sou o que elas querem. Se liga nisto aqui, que eu tenho no meio das pernas. Isto funciona como deve ser, meu camarada. Elas deliram. Gritam. Depois, ficam enroscadas em mim, com a mão no meu peito. O dedo indicador fazendo cachinhos nos meus pêlos.
Eu sempre dou um jeito de ficar com a calcinha delas. Elas curtem. Acham que é um sinal de compromisso. Como se, ao deixarem aquele pedaço de pano na minha casa, significasse um green card pra minha cama, passe livre na minha vida. Gosto dessa injenuidade feminina. E eu vou guardando as calcinhas, tenho uma penca delas. Mostro pra quem quiser ver (tem neguinho aí que duvida). Me dá um certo poder, eu me sinto mais - como é que eu vou dizer - macho.
É, o Wando sabe mesmo das coisas.
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